é que me dês a tua mão na rua sem vergonha nem medo. a tua mão grisalha de homem. quatro décadas e mais uns dedos contados repetindo mãos e saltitando de calçada em calçada. tirava-te o chapéu.
Domingo, 29 de Maio de 2011
«Sittin' here resting my bones And this loneliness won't leave me alone It's two thousand miles I roamed Just to make this dock my home»
Segunda-feira, 7 de Março de 2011
e as asas que cortadas eram as nossas imaginadas e desenhadas no escuro, alindadas em sorrisos das confidências, demências. deste-me sempre asas para voar, pés para andar caminhos para percorrer. nunca percebeste que me bastava estar deitada junto a ti a ouvir-te respirar e tu com a mão a segurar-me por baixo do peito e com força e o teu gemido no meu ouvido. no escuro doce.
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
antenas como magriços braços que atentam nos céus em busca de um auxílio divino com quatro canais, 20, 50 ou mais. o musgo cresce lentamente nos beirais. e tu descascas-te de mim como tinta velha meio agarrada, meio levada pelos ventos.