segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

diz que sim, que está aí a chegar...



(A figura ridícula a que está sujeito o meu "primogato" neste postal é bem merecida, pelas noites mal dormidas que já me fez passar.)

sábado, 20 de dezembro de 2008

power to the people!

A propósito da i-battle que ontem decorreu no Music Box - e que, devo dizer, para além de bastante bem organizada, teve um power do caraças! - aqui deixo um texto de minha autoria publicado na edição do jornal Mundo Universitário de 10.11.2008, com a opinião de alguns mui ilustres rapazes, conhecedores da cena musical.




IPOD BATTLES

Hang the DJ?!

Na década de 80, os The Smiths apelavam, numa deliciosa melodia, a que se pusesse fogo à discoteca e se enforcasse o DJ. «Because the music that they constantly play / It says nothing to me about my life», justificava a letra. Certo é que, se por essa altura o vídeo matou a ‘radiostar’, as iPod battles, um novo fenómeno que começa agora a invadir as pistas de dança, transformam qualquer Zé Ninguém no rei da festa. Basta um leitor de mp3, muitos gigas de música e alguma criatividade. Depois, o público é quem mais ordena.

Por Laura Alves

Finalmente, um desafio à altura do pessoal que, nos autocarros, comboios e afins, gosta de ir a curtir o seu som. Se a ideia é partilhar com os demais passageiros a ‘play list’ do telemóvel ou leitor de mp3, porque não fazê-lo num local apropriado, em contexto de verdadeiro duelo musical? As iPod battles são isso mesmo: uma forma de combate entre aspirantes a DJ, onde as reacções do público determinam o vencedor.
O conceito surgiu num clube nocturno de Paris, há cerca de dois anos, como estratégia de animação da clientela. Entretanto, o fenómeno espalhou-se por (quase) todo o mundo. A ideia base das iPod battles é simples: averiguar quem tem melhor critério de selecção musical, utilizando as faixas contidas no leitor de mp3 pessoal. Liga-se o equipamento ao sistema de som da discoteca e… ganha a equipa que conseguir levar a multidão à loucura!

Com direito a ringue e tudo
Mas a coisa tem alguns pormenores ainda mais requintados. Para já, a acção tem lugar num ringue. Lá em cima as equipas competem alternadamente, com cinco faixas cada uma, respondendo aos adversários. Depois de cada ‘round’, os apupos, assobios e aplausos são analisados pelo ‘árbitro’ com um aparelho medidor de decibéis.
Logicamente, ganha quem retirar mais entusiasmo da multidão. Tal pode ser conseguido com os êxitos do momento, mas também com os temas mais foleiros que se possa imaginar. Normalmente, são estes últimos que causam maior furor.
Por cá, as iPod battles ainda não deram um ar da sua graça. Mas não deve demorar muito.

«Hey, Mr. DJ…»
Hoje em dia, tirando alguns resistentes, não há praticamente gato-pingado que não tenha um leitor de mp3. Daí que, com a globalização das iPod battles, o sonho de ser DJ e levar o pessoal da pista ao rubro esteja, cada vez mais, ao alcance de cada um. Mas será que esta ‘democratização’
musical irá ditar a morte do DJ? Certamente que não. Contudo, fomos ouvir alguns especialistas na matéria, para saber se se sentem ameaçados.
Para Pedro Miguel, identidade real do leiriense DJ Schmeichael, é normal que o fenómeno tenha uma aceitação crescente a nível mundial. «As pessoas gostam de se sentir como parte de algo», explica. Refere, porém, que «o princípio não é novo». «Talvez não a esta escala, mas, habitualmente, um DJ que passe pop rock, sucessos que costumam dar na rádio, recebe vários pedidos musicais por parte dos clientes ao longo da sessão. A não ser que seja um DJ famoso com o estatuto de quase ‘rock star’, cuja selecção musical ninguém ousa questionar.»
Opinião semelhante tem António Pires, jornalista e DJ de ‘world music’ sempre que se proporciona. «O conceito tem imensa piada!», começa por mencionar. «Mas não é completamente original: os ‘sound systems’ jamaicanos dos anos 50 e 60, em Kingston, competiam entre si para chamar mais gentes às suas festas e, assim, angariar mais dinheiro, o mesmo se passando com os trios eléctricos no Brasil. Para além de que a ideia tem igualmente óbvios pontos de contacto com as ‘batalhas’ de MC do hip-hop...» Apesar disso, confirma a originalidade do fenómeno, pelo facto de dar oportunidade a DJ amadores e dar uma utilização colectiva ao iPod. «Agrada-me a transposição do ‘do it yourself’ para o espaço das discotecas...»

O fim do DJ?
Da mesma forma, Pedro Ramos, integrante do ‘movimento’ AmorFúria e «alternador de discos», nas palavras do próprio, vê a ideia das iPod battles «com muito interesse». Na perspectiva do “Almirante” Ramos, são «um fenómeno que tem tendência a ficar e expandir-se e relembram-me muito a maneira como eu próprio comecei a alternar discos, a partilha do meu gosto pessoal com mais gente e em ‘directo’».
Desconhecedor de encontros semelhantes a nível nacional, Vítor Junqueira, elemento do colectivo ‘Bailarico Sofisticado’, considera «natural» o surgimento das iPod battles. «Os meios e contextos actuais só podem ajudar a que se produza este tipo de acontecimentos. Deixam de haver, até certo ponto, as principais limitações que obrigavam a que houvesse uma pessoa contratada, um especialista para passar discos.» Faz, desta forma, um paralelo com o passado: «Antes, só podia ser DJ quem investisse bastante em conhecimento na sua área. Hoje, a Internet é uma porta escancarada para a informação. Antes, só podia ser DJ quem investisse bastante na aquisição dos discos ou batesse à porta das editoras ou fosse jornalista ou radialista. Hoje, qualquer miúdo consegue obter colecções imensas de discos enquanto um diabo esfrega o olho.»
A democratização está aí, e mais vale juntarmo-nos a ela do que tentar combatê-la. «Hoje temos mais gente apta a dar música aos outros. Acrescente-se a isso uma componente de concurso, acrescente-se também a poupança em ‘cachets’ por parte do promotor e temos mais um par de razões óbvias para que estas batalhas surjam.» Vítor Junqueira vai ainda mais além. «Salvaguardadas as devidas diferenças, as batalhas de iPods estão para os antigos DJ como os wikipedias e youtubes e outros fenómenos da web 2.0 estão para as produções centralizadas de conteúdos...»

Não mata, mas mói
Não obstante, a figura do DJ profissional está ainda longe de desaparecer.
Pedro 'Almirante' Ramos salienta que as iPod battles podem ser vistas como a «emancipação dos DJ», já que estão ao alcance de qualquer um. «Claro que depois há a técnica de misturar e de alinhar um bom ‘set’, mas isso vem com o tempo e com a experiência.»
Já nas palavras de Vítor Junqueira, «talvez não mate, mas mói, ainda que simbolicamente». Diz o ‘bailariqueiro’: «Naturalmente que haverá sempre o lugar dos especialistas. Mas aquela franja que está imediatamente abaixo dos especialistas e que nunca foi capaz de assegurar uma posição de prestígio e de confiança vai, com toda a naturalidade, ser absorvida pela multidão, pelos miúdos que são livres de aparecer com os seus iPods e divertir os outros. Como se pretende, aliás.»
Também o DJ Schmeichael considera inabalável o estatuto do DJ. «Será certamente um sucesso em determinados nichos de mercado, mas não creio que se globalize a grande escala. O DJ ainda é visto como um divulgador que passa horas a pesquisar, à procura de novidades.» E, fazendo a ponte com a canção dos The Smiths, assegura que, quando saem à noite, as pessoas querem é divertir-se e não comandar as operações. «Penso que a música apocalíptica que apregoava aos sete ventos, ‘hang the dj’, ainda não é uma realidade.»
Por sua vez, António Pires, que trabalha há cerca de 20 anos em jornalismo musical, acredita que se assiste a uma importante mudança. «O Brian Eno dizia que para se ser um bom DJ basta ter bom gosto e uma boa colecção de discos e eu concordo completamente com ele. E pode fazer-se um paralelo entre este fenómeno e o que aconteceu com o punk – quando pessoas que não sabiam tocar nem cantar invadiram os palcos... Ainda bem!»



Onde é que posso entrar numa iPod battle?
Em Portugal ainda não se conhecem encontros deste género. Mas podes sempre dar um pulinho a um destes países:
- França
- Inglaterra
- Estados Unidos
- Japão
- Brasil
- Canadá

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

coisas que eu, sendo mulher, não percebo nas mulheres...

- Porque é que vão aos grupos/pares para a casa-de-banho.
- Porque é que demoram o triplo do tempo dos homens e fazem filas quilométricas à porta dos wc's.
- Porque é que, depois de passearem por 15 lojas, voltam à primeira para comprar uma t-shirt.
- Porque é que vestem roupa um número abaixo para parecer que estão magras quando o efeito é completamente o oposto.
- Porque é que usam saltos altos tipo agulha desconfortáveis, que provocam dores nas costas e ficam presos nas pedras da calçada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

e eu que até gosto do david bowie...

Notícia da Lusa - 16/12/2008

Os donos de cães britânicos abandonam os seus animais por razões fúteis, como o serem parecidos com o cantor David Bowie ou não combinarem com o sofá de casa, foi hoje denunciado.
A principal associação britânica de defesa dos direitos dos cães, a "Dogs Trust (Guarda de Cães)", que recolhe animais abandonados, apontou as dez desculpas mais irresponsáveis dos proprietários insensíveis, entre elas a de os cães não combinarem com o sofá ou serem demasiado velhos, maus ou assemelharem-se, pela cor diferente dos olhos, ao cantor David Bowie.
Amedrontar o porquinho-da-índia, abrir todos os presentes de Natal ou engolir a comida que arrefecia sobre a mesa de trabalho são outros dos motivos alegados pelos donos dos cães para o abandono dos seus bichos, e considerados pela associação como "escandalosos".
"Ter um animal doméstico constitui um compromisso de longo prazo", lembrou a presidente da "Dogs Trust", Clarissa Baldwin, acrescentando que "os cães não são acessórios de moda ou objectos descartáveis, que se podem abandonar ou trocar por um modelo mais recente no início de cada mês".

E pronto, não consigo evitar comentar: tal como há pessoas que deviam ser proibidas de ter filhos, deveria haver uma lei que impedisse pessoas destas de ter animais ao seu cuidado. Como disse um dia um certo amigo: "Era arder isto tudo!!!"

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

aviso desde já que este vai ser o meu postal de natal...




É que no meio das "loladas" que mando de cada vez que vejo isto, não sei se gosto mais da "ondulança" do Axl Rose, da cabeleira do tipo dos Tokio Hotel ou do facto de o Bob Dylan ser, literalmente, carregado no final...

Ah, e salvem os ricos! Ajudem os milionários... ;))