tivesse eu coragem para desistir e libertar-te. nunca fui forte como os malmequeres que rompem o cimento. devagar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sabes?, procuro-te em cada gesto matinal e ao fechar do dia como o vento que me sopra nos cabelos e me despenteia onde a tua mão, outrora, nos fios emaranhados tranquilizava. sabia-te de cor, - eras-me. nunca fui eu. a dor solene e cabra que se cobra, de 'nunca' ser uma palavra que demora tanto tempo a dizer. e que nunca fica bem dita mesmo escrita em infindáveis cadernos quadriculados. e escrever amor em cadernos quadriculados está matematicamente errado. já se sabe.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
não sei de ti nem dos teus risos que esvoaçavam pela cidade soltos em minha mão.
o meu outro eu fugiu-me e eu fiquei com um eu apenas na algibeira o eu que deus me deu, apenas eu. na impossibilidade de fugir, também para onde está o meu outro eu aquele que é teu.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
tenho saudades do amor e de poder dizê-lo alto sem que para mim olhem como o homem do talho com as mãos pintadas de sangue.