segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

must... wake up... drink... coffee... please... help...

BONC!!!!!!

(som de cabeça a bater no teclado após vários dias a deitar às tantas da manhã e a tentar lidar com a dor de ter acordado às 8h para apanhar o 714 para a Outurela...)

sábado, 3 de janeiro de 2009

é a música, estúpido!

2009 começa com jantaradas, copos e reforçar de amizades. Sexta-feira é noite de Bailarico Sofisticado no Lounge. Licores, cervejas, conversas, cigarros e música a rodos. A noite avança e a pista está ao rubro. Fazemos a festa, dançamos, bailamos, rodopiamos, rimos, gritamos, cantamos.
Eis que a Rita dá o alerta:
- Laura, aqueles gajos estão há imenso tempo a galar-te...
E eu respondo:
- Ora, tenho mais que fazer. Agora estou a dançar!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

banda sonora para as últimas horas dos meus 30 anos



Não quero esquecer 2008. Todos os anos são páginas de mim, uns amarrotados, uns com os cantos dobrados, outros repletos de apontamentos nas margens, outros ainda com parágrafos inteiros sublinhados, para mais tarde a eles voltar e recordar sorrisos e dores. Não vou esquecer 2008. Porque foi um ano de redenção. De mudança. De conhecimento. De actos de coragem. De resistência. De persistência. De quedas brutais e levantares maiores. De felicidade extrema e de lágrimas iradas. De amigos memoráveis e de rancores mal resolvidos. De projectos concretizados. De equilíbrio. De encontros inesperados. De perdas irrecuperáveis. De amor profundo. De amizades sólidas. De um punhado de dias de cada vez.



Diga-se o que se disser, 2008 teve tudo, excepto páginas em branco. Foda-se! Que venha 2009 que eu dou conta dele!

domingo, 28 de dezembro de 2008

balanço do último ano


[alcântara, 28.12.2008]

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

à espera dos 31


[foto de alexandra gil]

|| Calmaria ||

O vento passa por entre os pinheiros
Num sopro suave, dança, ao entardecer
Púrpuras, as nuvens, são como veleiros
Navegam em mar de céu de vista a perder.
Sossega, criança, a noite desprende devagar
Há caruma aos pés, musgo fofo de almofada
Bolotas e cogumelos, frágeis teias d’encantar.
Faz um barco de corcódea, partes com a alvorada.
Acolá, uma rã mergulha nas águas quietas
Cobertas de ervas e limos. E mais duas que saltam!
Mil cores reflectidas: libélulas de asas abertas
São as princesas que nesta história faltam.
Com folhas de castanheiro faço uma coroa bela
Sou a rainha orgulhosa deste pedaço de terra
Tenho um exército de bugalhos e uma espada amarela
Corro atrás dum gafanhoto e declaro-lhe guerra.
Toca uma orquestra inventada pelas ladeiras
Os muros passados a salto, em ritmos ermos
São entraves breves – há mil e uma maneiras
De viver outras vidas: basta querermos.

(25.12.2007)