quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

ser "poortuguesa" é tramado...

Ora vamos por partes...
Chego eu a casa mesmo a tempo de ver as notícias das oito, convicta de que este segundo dia do ano me vai trazer notícias que compensem os centros de saúde a fechar e o aumento do preço dos transportes, e... pimba! Sou informada que os presidentes das empresas portuguesas podem ganhar até 30 vezes mais que os seus trabalhadores. Mais: que os salários dos gestores portugueses estão na média dos restantes países da União Europeia, mas que os ordenados médios dos restantes trabalhadores estão... digamos... abaixo do salário mínimo de muitos países. Pelo que me recordo da notícia, os portugueses que não são gestores (ou jogadores de futebol ou traficantes de droga ou prostitutas/os, já agora...) ganham uma média de 720 euros mensais. E eu que conheço tanta gente que nem isso recebe...
Posto isto, fui buscar a carta do banco que recebi logo a seguir ao Natal e que reza assim:
"Ex.mª Srª (...)
Aproveitamos para informar que nesta data foi alterada a taxa de juro nominal a cargo de V. Exª para 5,5800%, correspondente a uma taxa efectiva anual de 5,7249%. (...) Face ao exposto anteriormente, a prestação calculada para o contrato de V. Exª será, a partir desta data, de 401,51 euros."

Desta forma, com V. licença, aqui a V. Exª vai ali cometer um pequeno "suicídio em massa" com o felino com quem compartilha o espaço, o que equivale a cometer "harakiri" com um pacote de esparguete... Mas esparguete do Minipreço, que é mais barato!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

trintona não, trintinha...

Esta música sou eu.

"Laura"

Assim.
Com guitarra dedilhada.
Com sinos de igreja ao fundo.
Com galos a cantar.
Com um sorriso a cada acorde.
Esta sou eu.

Obrigada a todas as pessoas que, apesar das circunstâncias alcoolicamente adversas, se lembraram de me dar os parabéns pela entrada nos 30. E um abraço especial a quem me ofereceu o álbum "Mudar de bina" de Norberto Lobo. Será com esse disco que, assim que a chuva passar, darei as primeiras pedaladas de 2008. Na minha bina, pois claro...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

último pensamento antes de entrar nos 30 anos:

Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ;)))))

domingo, 30 de dezembro de 2007

mas que ASAE do caraças!

Termino este ano de 2007 com uma mensagem de profundo desagrado: quem foi a alminha que um dia se lembrou de colocar sensores em vez de interruptores nos wc's de restaurantes e cafés? Estou cansada de fazer aeróbica de cada vez que preciso de fazer um chichi, para que a porcaria do sensor dê pela minha presença... Pois, estas coisas que causam mal-estar ao cliente é que deveriam ser da competência da ASAE...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

poetas da madrugada

Entro. Subo e sorrio pelas escadas.
“Podia viver aqui” – digo-me; avanço
em busca de ti nas demais entradas.
Encontro-te: as palavras, o descanso.
“Não jantei ainda. Quero um copo de vinho.”
Paredes, salas imensas, corredores,
perdemo-nos, rimos, inventamos caminho
no humano tráfego, nesta ilha dos amores.
Música, vozes, gravidades: são vinte e uma
as rítmicas em choque simultâneas.
Sensoriais, gente que dança e bebe e fuma
sem ontem ou amanhã: mutações espontâneas.
E a noite cai, de lábios carmim,
Abafado, o som pelo prédio ecoa.
Descubro-te absorto: observas-me assim.
E murmuras: “És a mulher mais bonita de Lisboa.”
“Tenho fome! E o vinho que termina...”
Seguimo-nos pelos corpos tantos,
escapamos aos acenos – Lisboa, moça, menina –
nela nos esquivamos: pelas esquinas, pelos cantos.
Degraus abaixo, cruzamos a porta
penetramos a noite fria de mão dada.
Um beijo, um abraço. E a avenida que é morta
vive agora, em nós, poetas da madrugada.